Durante três dias inesquecíveis, de 21 a 23 de abril, a Guiné Equatorial tornou-se um lugar de celebração, alegria e profunda renovação espiritual, graças à histórica visita pastoral do Papa Leão XIV. Quarenta e quatro anos depois de São João Paulo II ter pisado esta terra, a nação acolheu mais uma vez o Sucessor de Pedro. A Guiné Equatorial foi um dos quatro países africanos escolhidos pelo Santo Padre para a sua primeira viagem pastoral ao continente após a sua eleição.
O tema da visita, «Cristo, Luz da Guiné, rumo a um futuro de esperança», captou de forma belíssima tanto a história como a missão da Igreja na Guiné Equatorial, especialmente agora que o país celebra o 170.º aniversário da evangelização.
Malabo – Um apelo à construção de uma nação de paz
A viagem do Papa decorreu por três cidades: Malabo, Mongomo e Bata. A 21 de abril, o Santo Padre chegou a Malabo, onde foi recebido pelo Chefe de Estado. Em seguida, reuniu-se com o Presidente e o corpo diplomático. No seu discurso, o Papa convidou os líderes nacionais a trabalharem no sentido de construir uma «nação celestial refletida na cidade terrena».
Inspirando-se no pensamento de Santo Agostinho, ele enfatizou que a nova capital da Guiné Equatorial deve tornar-se uma cidade de paz — onde a vida, a liberdade, a responsabilidade e o respeito por cada ser humano sejam salvaguardados.
Após o encontro com o corpo diplomático, o Papa inaugurou o novo campus universitário «León XIV».
Aí, encontrou-se com representantes do mundo cultural e académico, salientando o papel essencial da educação na construção de uma paz autêntica e libertadora. Utilizando a imagem da árvore CEIBA, encorajou a nação a dar «frutos bons e doces» de valores humanos e morais.
Mongomo – Fortalecimento da Missão da Igreja
O segundo grande encontro teve lugar em Mongomo, na Basílica da Imaculada Conceição. Durante a celebração eucarística, o Santo Padre dirigiu-se aos sacerdotes, religiosos e religiosas e catequistas, encorajando-os a perseverar na sua missão com renovado zelo e fidelidade.
Após a missa, inaugurou um novo centro tecnológico denominado «São João Paulo II». O evento atraiu um número notável de peregrinos, incluindo muitos dos vizinhos Gabão e Camarões, o que realçou a importância regional da visita.
Bata – Uma mensagem de misericórdia, esperança e compromisso
À tarde, o Papa prosseguiu a sua viagem para Bata, onde visitou a prisão da cidade. Ali, encontrou-se com os reclusos, oferecendo-lhes palavras de esperança e misericórdia. «Deus nunca se cansa de perdoar», recordou-lhes, exortando todos a confiar na justiça de Deus e a enveredar por um caminho de renovação pessoal.
O dia terminou com um encontro animado com jovens e famílias. O ambiente estava repleto de entusiasmo, como se refletiu nos discursos do bispo, dos jovens e das famílias. Os jovens partilharam com o Santo Padre as realidades que enfrentam no seio das suas famílias e da sociedade. Em resposta, o Papa ofereceu palavras de encorajamento e esperança, convidando todos a abraçar Cristo, a Luz da Guiné, com um compromisso renovado.

Malabo – Uma despedida da Guiné e de África
O terceiro e último dia da visita decorreu mais uma vez em Malabo, onde o Papa celebrou a missa de encerramento, marcando o fim da sua viagem pastoral não só à Guiné Equatorial, mas a toda a África. Com gratidão e carinho, o Santo Padre despediu-se da nação e do continente.
A Presença Espiritana
A Congregação do Espírito Santo participou com alegria neste momento histórico através das suas duas comunidades em Evinayong e Ebibeyin. Para nós, Espiritanos, a visita do Papa foi uma bênção profunda e um apelo renovado à missão. Verdadeiramente, «o Senhor foi bom para connosco, e estamos cheios de alegria».
Viva o Papa! Viva a Guiné Equatorial! Viva os Espiritanos!
Esta publicação também está disponível em:
