De 18 a 21 de Abril de 2026, o Papa Leão XIV visitou Angola, no quadro do seu primeiro périplo pelo Continente Africano (que passou pela Argélia, Camarões e Guiné Equatorial) desde a sua eleição, a 8 de Maio de 2025, depois da morte do Papa Francisco ocorrida a 21 de Abril de 2025.
O primeiro Papa norte americano, entretanto, missionário Agostiniano, com missão no Perú, e depois por vários países do Mundo, revelou-se como bom conhecedor das realidades visitadas, deixando palavras de incentivo e de esperança, sinalizando uma Igreja que vive a alegria de viver como sua identidade, mesmo no meio de tantas dificuldades.
Mais do que isso, o Papa Leão apontou o dedo aos que vivem das ‘falsas alegrias’ nascidas do roubo da felicidade dos outros; aos que delapidam o continente africano transformado num quintal de recolha de joias, sem reflexos positivos na vida dos seus habitantes.
É preciso despertar do sono para não sermos simples marionetes do processo histórico, mas, torna-se imperioso construir nações fortes, alicerçadas na justiça e na paz.
Aos bispos, sacerdotes, religiosas e religiosos, Leão XIV alegrou-se com o crescimento da Igreja e com o aumento das vocações, mas, deixou claro que o que identifica uma Igreja adulta não é tanto o número de vocações, mas a fidelidade dos consagrados e consagradas, a sua identificação com Cristo e a sua abertura missionária para que possam ser sinais e instrumentos do amor de Deus.
A visita do Papa Leão XIV ao continente africano parece sinalizar a placa giratória do seu pontificado: a justiça social, a missão, a solidariedade e a partilha de missionários para dar uma nova lufada de ar fresco às igrejas com necessidade de sangue novo.
Como Espiritano, foi um enorme prazer ter ajudado na coordenação da visita do Papa a Angola. O Padre Bernard Duchene, missionário Espiritano e a celebrar 50 de missão, em Angola, foi um dos que saudou o Papa Leão XIV, no final do encontro com os missionários.
Terminou a visita do Papa, fica o legado das suas mensagens, a saudade da sua simplicidade.
Único voto: que não passem mais 17 anos para a próxima visita papal.
+ Belmiro Cuica Chissengueti,CSSp., Bispo de Cabinda.

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